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29 de abr de 2011

Fora da terrinha

Semaninha de férias, verão... Nada melhor que um acampamento no litoral! Como estava com uma semana de folga, pensamos (eu e um amigo), em ir para o litoral Catarinense e após algumas pesquisas e conversas decidimos ir para a paria do Siriú, que fica ao lado de Garopaba – SC.

Não conhecíamos esta praia ainda e a existência camping lá, porém descobrimos um através de pesquisas na internet e decidimos ir.

Antes de irmos pegar a estrada, comprei uma extensão e bico de luz, para não ficarmos no escuro como fiquei no ultimo acampamento. Desta vez a viajem foi tranqüila e sem imprevistos, apesar dos trechos em obras na BR 101.

Achamos com facilidade o camping, pois ele fica na beira da rua de acesso a praia. Ao chegarmos lá encontramos o dono do camping (Marcelo, um cara gente boa), fazendo a manutenção do gramado do camping. Ficamos conversando com ele por alguns minutos, onde ele nos contou que o camping é recente, que ele ainda estava trabalhando na melhoria do mesmo.

Após uma conversa amigável, fomos dar uma volta pelo camping para escolher o melhor lugar para montarmos nosso acampamento, coisa que foi feito tranquilamente, pois só tínhamos nós no camping.

Gostamos bastante do que vimos, pois existem pontos de energia elétrica bem distribuídos pela área e uma boa iluminação. Na época que fomos, existia apenas um banheiro perto da entrada do camping, com algumas duchas geladas do lado de fora; uma área com tanques para lavar roupas e com varal; além de um galpão, nele existe uma cozinha comunitária com duas geladeiras, pia, um fogão, panelas, talheres e tudo necessário para cozinhar. Nele também existem algumas churrasqueiras (cada uma com uma grelha) e mesas. As únicas coisas que poderia ser melhores são a arborização e a proximidade do mar. Existia uma boa quantidade de árvores pelo camping, só que elas ainda estavam pequenas, o que não proporcionava uma boa quantidade de sombra e dificultava a colocação de lona por cima das barracas. Para chegarmos a praia pela estrada é preciso andar cerca de 1,5 km, o que torna cansativo carregando cadeiras, guarda sol, caixa térmica (uma cervejinha na beira da praia sempre é bom) e demais “tralhas”. Existe um atalho, que o Marcelo nos indicou, onde se atravessa uma pequena ponte de madeira e anda-se pelas dunas a beira da lagoa (que desemboca no mar), o que também é um pouco cansativo, pelo fato de andar na areia fofa e para os mais “medrosos” a ponte também se torna uma barreia.

Depois desse giro pelo camping, escolhemos o lugar onde ficaríamos (mais ao fundo do camping) e montamos as barracas.

Ajeitando todas as tralhas, era hora de conhecer a praia, então saímos para conhecer melhor a praia. A praia é muito bonita e ainda bastante preservada e com pouca gente, comparando a vizinha Garopaba. Lá além do mar, pode-se aproveitar a lagoa do Siriú, uma pequena cachoeira e para os mais “radicais” lá existe um campo de dunas altas onde é feita a prática de sadboard (com aluguel de equipamentos).

Neste período que estivemos lá o tempo contribuiu bastante, choveu apenas um dia, onde caiu uma forte pancada, e em meio ela tivemos que sair para desamarrar e amarrar melhor a lona sobre as barracas. Mas assim que terminamos a função da lona a chuva parou e o banho que tomamos não teve muita utilidade depois. Esta foi a única emoção mais forte desta vez. Hehehe

Durante a semana de estadia lá, mais algumas pessoas chegaram ao camping, mas não passaram de 10 pessoas presentes lá. E foi isso, ao término da semana, retornamos para casa, tranquilamente.

Fica aí a indicação desse belo camping. Recentemente recebi um e-mail de divulgação do camping e parece que tiveram melhorias, como mais um galpão com cozinha, mais duchas e pontos de energia.

Segue abaixo algumas fotos que tirei e o folder de divulgação com os contatos do camping.

26 de abr de 2011

Azarados...

Minha terceira aventura tinha como destino o município de Tapes-RS, cidade que faz parte da chamada Costa Doce, que é o complexo de lagoas presentes no Estado (Lagoa dos Patos, Lagoa Mangueira e Lagoa Mirim).
Não sabíamos exatamente aonde iríamos acampar, apenas tínhamos conhecimento que existiam alguns campings na margem da Lagoa dos Patos, mas ninguém conhecia a cidade ainda.
Para este acampamento tive mais uma evolução; ao acompanhar um amigo que foi comprar a sua barraca para ir nesta viagem, acabei comprando um fogareiro portátil (que infelizmente não me recordo da marca), mas que possui aquela parte de metal em cima, onde saí as chamas e coloca-se a panela e em baixo um compartimento plástico onde na parte superior acopla-se o gás e a inferior que encaixa-se com a superior e fica protegendo o refil, deixando ele fechado dentro da caixinha plástica.
A viagem até Tapes foi tranqüila, apesar da estrada de acesso a cidade estar completamente esburacada (RS 717). Ao chegarmos lá fomos analisar os campings e o que encontramos não foi muito motivador.  Faltava estrutura nos campings e a limpeza dos banheiros não estavam em dia, coisa que não agradou as mulheres que estavam presentes. Após uma conversa decidimos então ir para outro lugar, o município de São Lourenço do Sul, que fica mais ao sul da Lagoa, pois lá tínhamos conhecimento da existência de um belo camping.
Ao retornarmos pela estrada de acesso, eis que ocorre o primeiro imprevisto; passamos por um buraco gigante na estrada e o pneu acabou furando. Não restou outra coisa a não ser tirar TUDO do porta malas para colocarmos o estepe.


Mãos sujas, pneu trocado, malas guardadas, era hora de seguir viagem... e por falar nisso, vale ressaltar que até São Lourenço, passamos por 3 pedágios (se não me engano) e todos com um preço muito abusivo, na época estava por volta de 6 reais apenas a ida.
Chegamos ao nosso novo destinos intactos, após aquele “probleminha”, encontramos com facilidade o camping. O Camping Municipal de São Lourenço do Sul é muito bonito, uma grande área bem arborizada e com uma boa estrutura (muitas churrasqueiras, banheiros, iluminação e área de lazer). Tudo isso por um preço muito acessível, R$6,60 a diária por pessoa (valor na época).
Andamos, praticamente por todo o camping até acharmos um bom local para montarmos nossas barracas. Ficamos praticamente na beira da Lagoa, abrigados por uma bela e grande figueira.




Barracas montadas, lona esticada e após tudo isso, a fome começou a bater! Resolvemos então fazer o almoço, uma massa pela praticidade. Aí vem o segundo imprevisto... Colocamos a panela cheia de água para aquecer no fogareiro novo... Passaram-se alguns minutos e percebemos que havia algo de errado com o fogareiro. A panela estava torta e o fogo não estava mais saindo pelos “buraquinhos” de onde deveriam sair, mas sim na junção da parte de metal, que faz a acoplagem no refil, com a parte plástica de proteção. Isso ocorreu, penso eu, devido ao peso da panela com água e ao calor intenso que começou a derreter o plástico. Não havia mais o que fazer, retiramos a panela de cima do fogareiro e o colocamos dentro de uma churrasqueira, o gás saía com cada vez mais força e derretia o equipamento. As chamas atingiram um metro de altura e o fogo ficou vivo até esgotar o gás (como mostra a foto). Ficamos sem fogareiro e com muita fome...


 Como tínhamos comprado muitas coisas para fazermos nossas refeições, tivemos que ir ao centro da cidade e comprar um fogareiro de verdade. Compramos um bem mais resistente e um liquinho (bujão de 5 Kg). Problema resolvido e fome saciada, achamos que o que tinha que dar errado já tinha acontecido.


Chega à noite e com ela percebemos que ficamos em um ponto afastado da iluminação do camping, estávamos apenas com uma lanterna... a primeira noite foi tranqüila, conseguimos nos virar com a lanterna, mas a pilha acabou no inicio da noite seguinte. Estávamos sozinhos no camping, não tinha pra quem pedir pilhas emprestada ou nada do tipo, então utilizamos a iluminação dos faróis do carro mesmo, pois tínhamos que fazer a nossa janta. Problema resolvido? Sim, resolvemos o problema da luz, mas acabamos com um outro problema... a bateria do carro estava fraca após algum tempo de faróis ligados. Como estávamos no escuro e estava tarde, resolvemos deixar para resolver este problema no dia seguinte.
Pela manhã acordamos desanimados, pois era dia de partir e pensávamos que teríamos que empurrar o carro para ver se ele pegaria, mas felizmente não foi preciso, ele deu partida normalmente.
Acampamento desmontado era hora de voltar para casa... Felizmente a volta foi bem tranqüila e sem imprevistos. Após passarmos por tudo isso demos muita risada e lembramos até hoje, sem contar que tivemos mais aprendizados com isso tudo e a primeira coisa que providenciei após esse acampamento foi uma extensão e um bico de luz.

Essa foi minha terceira e mais atrapalhada aventura... Deixo por final, o link onde pode-se obter mais informações e as taxas do camping.
Abraços!

Camping Municipal de São Lourenço do Sul: http://www.saolourencodosul.rs.gov.br/conteudo.php?ID_PAGINA=53




  

19 de abr de 2011

Barraca Própria

Após o primeiro acampamento, comecei a pesquisar bastante sobre barracas. Estava disposto a adquirir uma, mas não qualquer barraca, queria uma que fosse realmente boa e que tivesse uma vida útil grande (se bem cuidada). E ressalto aí a importância de se escolher bem e por vezes não poupar na hora desta compra, pois já vi muitas pessoas que foram compram barras baratas e só percebem o erro que cometeram quando estão, literalmente, dentro d’água.
Eis então que optem pela barraca super esquilo 4 da Trilhas &Rumos, o que foi uma baita aquisição! É Uma barraca resistente e com um espaço interno muito bom. Até hoje, nunca tive problemas com ela, isso que já enfrentei chuva forte.
Tendo a barraca, lona, caixa térmica, colchonete e uma vontade enorme de acampar, não agüentei e fui para a estrada. Meu destino foi a serra gaúcha, mais especificamente, o Parque das 8 Cachoeiras que fica em São Francisco de Paula – RS. Infelizmente este é mais um parque que extinguiu sua área de camping, o que é ruim, pois é um belo lugar e possuía uma estrutura boa para os campistas.
Durante os dias que ficamos acampados lá, o tempo favoreceu, não choveu nenhum dos 3 dias, apesar de que na noite a temperatura sempre era baixa. Desta vez a alimentação foi bem melhor, pois levamos uma grelha velha e panelas, assim improvisamos um “fogão a lenha“ para cozinhar.
Foi uma bela estréia para a barraca nova, só que infelizmente faltou tempo para ver todas as cachoeiras. Após este acampamento percebi que ainda havia a necessidade de adquirir mais equipamentos, um colchão inflável por exemplo, pois dormir 3 dias no colchonete que eu tinha foi dureza. Sem contar a vontade de ir acampar novamente, em um novo destino, era cada vez maior.
Seguem fotos deste acampamento:





16 de abr de 2011

Onde tudo começou

Minha vida de campista teve início em dezembro de 2008, quanto fui acampar pela primeira vez na Reserva da Família Lima, em Dois Irmãos-RS, onde infelizmente atualmente não é mais permitido acampar. Fui com uma barraca emprestada, sem a mínima estrutura para passar 4 dias. Felizmente a barraca que peguei emprestada era muito boa (Trilhas & Rumos), porém meus amigos não tiveram a mesma sorte; no meio da primeira noite tiveram que mudar-se para minha barraca, pois estava “chovendo” dentro da barraca em que estavam, sendo que na rua estava uma bela noite de verão (não sei a marca, mas é daquelas que se compra com cinqüenta reais).
Posso dizer que tive sorte, pois o tempo ajudou bastante durante os dias que ficamos lá, e apesar de em alguns momentos termos ficado com vontade de comer comida de verdade, descobrimos como é bom acampar!
Desde então comecei a buscar informações, opiniões e adquirir equipamentos para que as coisas fossem diferentes a partir daí. Porém as aquisições e melhorias foram feitas com calma e aos poucos, até porque dinheiro ainda não da em árvore (hehehe).
O próximo post contará como foi meu segundo acampamento; e com minha própria barraca!
Aguardem...

Fica aí algumas fotos do meu primeiro acampamento:









15 de abr de 2011

1º Post (Proposta)

Nasce mais um blog focado na prática de campismo, seja como hobby ou como "estilo de vida"!
O presente blog terá como objetivo a troca de experiências entre a comunidade campista e simpatizastes, além de trazer dicas, informações, curiosidades; e principalmente, divulgar campings existentes no Rio Grande do Sul e demais estados.
Espero que eu consiga colaborar bastante e também conto com a participação de todos.
Infelizmente, não disponho de muito tempo para postar com uma frequência razoável, mas farei o possível para manter o blog atualizado.
Então é isso, qualquer dúvida, sugestão ou comentário basta entrarem em contato ou escreverem comentários.

Saudações!