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29 de ago de 2011

Ibernando

Bom pessoal... o blog anda meio parado pois com a chegada do inverno aqui no sul, as condições para acampar são desfavoráveis. O frio e a sequência de dias chuvosos acaba afastando as companhias para “indiadas”. Mas não por isso a vontade de botar a mochila nas costas e acampar diminui e espero que estes meses de “quarentena” motivem bons acampamentos com a chegada dos dias mais quentes e secos, rendendo boas histórias e novas dicas de lugares.

É isso pessoal, assim que tiver novidades compartilharei com todos.

Abraços.

31 de jul de 2011

Falcon 2

Uma das minhas ultimas aquisições foi a barraca Falcon 2, da Nautika. Resolvi adquirir uma barraca pequena, pela praticidade em acampamentos curtos e/ou quando vou sozinho. Pesquisei algumas marcas e dentro do orçamento que eu tinha na situação, foi a que encontrei de melhor no mercado.

Segundo o fabricante a barraca possui:

- Sobreteto em Poliéster que suporta 800mm de coluna d’água, costura selada termo-soldada e proteção UV.

- Interior em Poliéster respirável e tela mosquiteiro.

- Varetas de fibra de vidro composto.

- Pequeno avanço frontal.

- Peso: 1,8kg




É realmente uma barraca pequena, indicada para apenas uma pessoa, pois seu espaço interno é bem restrito, sobrando um pequeno espaço ao lado do colchão inflável para deixar a mochila e depois “tralhas”. Devido ao seu pequeno tamanho indico esta barraca para acampamentos rápidos ou para acampamentos sem acompanhante.

Como não conhecia ninguém que possuísse uma barraca deste fabricante, fiquei na dúvida quanto a sua resistência em condições de chuva e vento, mesmo sabendo das qualidades de outros produtos da Nautika. Porém me surpreendi com a sua resistência no acampamento de estréia (relatos no post: Páscoa 2011).

Mais informações consultem o site da Nautika:

http://www.nautika.com.br

12 de jul de 2011

Páscoa 2011

Bem pessoal, depois de um tempo sem postagens aí vai a história do ultimo acampamento...

Este acampamento foi no feriado da pasço deste ano, entre os dias 21 a 24 de abril de 2011 e teve como destino o Parque das Laranjeiras no município de Três Coroas – RS.

Esta cidade é conhecida pela pratica de esportes radicais como o rafting (local onde ocorre uma das etapas do campeonato nacional) e o templo budista que existe lá. No parque que ficamos existem algumas empresas que disponibilizam para o público a prática destes esportes, lá também existe um hotel com restaurante, além de uma área para camping.

Chegamos ao camping na quinta-feira bem cedo, fomos um dos primeiros a chegar e pudemos escolher um bom lugar para montar as barracas.

O camping tem uma ótima estrutura, com churrasqueiras distribuídas pela área (algumas com cobertura e mesas), pontos de luz, banheiros bem cuidados e limpos, lanchonete, restaurante; e por uma diária de apenas R$10,00.

Neste acampamento estreei dois novos “brinquedinhos”, a barraca Falcon 2 da Nautika e o kit de panelas com 8 peças da Guepardo.

O tempo colaborou muito no dia que chegamos, estava uma temperatura agradável e não tivemos maiores problemas para montarmos nosso acampamento. No almoço usamos as panelas novas, que foram aprovadas. Com a chegada da noite, a temperatura caia um pouco, mas nada que um casaquinho não resolvesse.

Na sexta o dia amanheceu bonito e resolvemos praticar o rafting na tarde, ao chegarmos no quiosque da empresa que contratamos, a recepcionista nos alertou que havia previsão de bastante chuva para a noite, que era para nos prepararmos, já que estávamos acampados. Durante o percurso do rafting, percebemos a mudança do tempo, mas a chuva só veio no finalzinho do dia, e veio como apenas uma pancada rápida, pois em seguida ela cessou, mas com ela veio junto o frio.

Após a janta e um vinho para aquecer, por volta da meia noite, nos recolhemos para nossas barracas, pois a garoa havia retornado e com ela chegou o sono... Porém por volta de 1h da manhã começou uma chuva muito forte, com muito vento e raios caindo com uma freqüência muito grande, que parecia estar claro lá fora. Cada minuto que passava a intensidade da chuva aumentava e ao observar pela janela da barraca vi que ao lado estava passando muita água, praticamente um rio. Pude observar uma grande movimentação pelo camping e as pessoas de um acampamento próximo entrando no carro e saindo do local onde estavam.

Fiquei atento para ver se não entraria água na barraca, pois apesar de ter uma lona esticada, minha barraca ficou com metade para fora da cobertura. Além disso, ao ver aquela grande quantidade de água passando ao lado da barra pensei que o mesmo poderia estar acontecendo em baixo de, mesmo sendo um ponto mais alto do terreno, pois era uma chuva muito forte.

Não sei ao certo quanto tempo durou, mas dei uma cochilada quando a chuva deu uma amenizada, porém em seguida ela voltou com a mesma intensidade e por muito tempo.

Ao acordarmos no dia seguinte é que percebemos o estrago que ela causou no camping. Havia muita gente desmontando acampamento para irem embora, pois havia entrado água nas barracas e molhado suas coisas e outras que durante a noite transferiram suas barracas para um palco coberto que existe lá, mas também estavam com suas coisas encharcadas. Concluímos que as únicas barracas que não entraram água foram as nossas, pois a minha mesmo estando com metade descoberta não entrou água, e a do meu amigo (super esquilo 4) também não molhou, neste momento que valorizamos ter uma barraca de boa qualidade e a importância de estar montada bem esticadinha, além de uma cobertura extra de proteção.

Na sequência fomos comprar carne para um fazermos um churrasco e vimos que o rio estava muito cheio e no mercado nos informaram que havia ocorrido enchente em alguns locais. Só então tivemos noção da quantidade de chuva que tinha caído aquela noite. O restante do sábado foi de tempo nublado, sem chuva e com pouca gente no camping.

No domingo, o dia amanheceu com sol, almoçamos e em seguida desmontamos o acampamento, na volta fomos conhecer o centro budista, que fica em cima de um morro, com uma bela vista.

Ao chegar em casa, fui buscar mais informações sobre a chuva e vi que apenas naquela madrugadas teve uma precipitação de 100mm em Três Coroas, conforme a reportagem a seguir retirada do ClimaTempo.

Chuva torrencial no Rio Grande do Sul
sábado, 23 de abril de 2011

A frente fria que entrou com muita força sobre o Sul do Brasil neste sábado provocou temporais por quase todo o Rio Grande do Sul. A chuva começou na tarde de ontem e varou a madrugada. A maioria das áreas gaúchas ainda amanheceu com tempo chuvoso, mas no fim da manhã, a chuva já havia diminuído ou até mesmo parado em várias áreas.

Muitas áreas do Rio Grande do Sul acumularam volumes de chuva extremamente altos na passagem desta frente fria, superiores a 100 milímetros. Quantidades de chuva como estas correspondem a quase toda a chuva que normalmente caíria durante todo o mês de abril. A tabela abaixo mostra os acumulados mais altos, acima dos 70 milímetros, medidos pela Defesa Civil do Estado. As nuvens pesadas da frente fria estão saindo do Rio Grande do Sul, a medida que o ar seco e frio polar entra no Estado, derrubando a temperatura. O sul gaúcho, região de fronteira com o Uruguai, já tinha sol forte de manhã. Amanhã, o sol reaparece em todo o Rio Grande do Sul. O domingo de Páscoa será sem a chuva, mas com bastante frio.

Município

Data Hora

Volume de chuva

BOM PRINCÍPIO

23/04/2011

150.0 mm

DOIS IRMÃOS

23/04/2011

150.0 mm

SANTO ANTONIO DAS MISSÕES

23/04/2011

150.0 mm

TABAI

23/04/2011

150.0 mm

VENÂNCIO AIRES

23/04/2011

143.0 mm

MARATÁ

23/04/2011

140.0 mm

NOVO HAMBURGO

23/04/2011

140.0 mm

ALEGRETE

23/04/2011

132.0 mm

PARECI NOVO

23/04/2011

131.0 mm

BROCHIER

23/04/2011

130.0 mm

SÃO JOSÉ DO HORTÊNCIO

23/04/2011

130.0 mm

ROLADOR

23/04/2011

128.0 mm

TAQUARI

23/04/2011

128.0 mm

TUPANDI

23/04/2011

125.0 mm

HARMONIA

23/04/2011

120.0 mm

IGREJINHA

23/04/2011

120.0 mm

SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ

23/04/2011

120.0 mm

RIO PARDO

23/04/2011

117.0 mm

PICADA CAFÉ

23/04/2011

115.0 mm

CERRO BRANCO

23/04/2011

110.0 mm

LINHA NOVA

23/04/2011

110.0 mm

ROLANTE

23/04/2011

110.0 mm

SAPIRANGA

23/04/2011

110.0 mm

JÓIA

23/04/2011

105.0 mm

NOVA PETROPOLIS

23/04/2011

102.0 mm

VALE REAL

23/04/2011

101.0 mm

DONA FRANCISCA

23/04/2011

100.0 mm

FELIZ

23/04/2011

100.0 mm

IVOTI

23/04/2011

100.0 mm

POÇO DAS ANTAS

23/04/2011

100.0 mm

SAPUCAIA DO SUL

23/04/2011

100.0 mm

TRÊS COROAS

23/04/2011

100.0 mm

E assim foi minha ultima “aventura”, seguem algumas fotos deste acampamento.








27 de jun de 2011

Notícias...

Olá pessoa!
Não pensei que desanimei e que abandonei o blog não... apenas estou passando por aquele período de final de semestre na faculdade, onde todos os universitários acabam ficando sem vida social e sem tempo para mais nada, a não ser provas e trabalhos.
Mas logo voltarei com mais histórias e novas postagens!!

Abraços.

26 de mai de 2011

Super Esquilo 4

Meu primeiro equipamento adquirido e mais importante, foi a barraca Super Esquilo 4 da Trilhas & Rumos. Uma barraca que atendia perfeitamente as minhas necessidade e, na minha modesta opinião, uma das melhores barracas do mercado.

Aqui vão algumas informações sobre ela, retiradas do site do fabricante:

- Costuras seladas – os micros furos que a máquina de costura faz são cobertos por uma fita termoaderente protetora que não permite que a água entre.

- Estabilizadores laterais – quanto mais você estica o sobreteto e não o deixa tocar no teto, mais você terá uma barraca bem montada e estruturada, com uma melhor ventilação, menor condensação e a certeza de que uma chuva não irá molhar o interior da barraca.

- Sobreteto com a distância correta do chão para favorecer a ventilação.

- Ganchos para prender a armação, facilitando e agilizando a montagem, além de aumentar a ventilação.

- Varetas em fibra interligadas por elástico, facilitando na montagem e no armazenamento da barraca.

- Resistência de 2000 mm de Coluna D’água

- Armações em fibra oca com proteção em PVC

- Tratamento contra raios UV - 50+UV

- Ventilação lateral – nosso corpo ‘respira’ o tempo inteiro, liberando calor e umidade. Isto também acontece durante a noite, mesmo quando dormimos em um lugar frio. A diferença de temperatura entre o interior e o exterior da barraca faz com que o nosso ‘calor’ condense, molhando o interior da barraca com pequenas gotas. Para minimizar isto, é necessário ter uma boa ventilação, fazendo com que o ar circule tanto dentro da barraca quanto entre o teto e o sobreteto.

- Porta dupla, com tela mosquiteiro, permitindo melhor ventilação durante a noite e protegendo-o da entrada de bichos e insetos.

- Autoportante, o que permite movimentar a barraca montada antes de escolher o lugar definitivo.



Caso queiram mais informações sobre esta e outras barracas, acessem o site do fabricante:


12 de mai de 2011

Aparados da Serra

Páscoa, nada melhor que um acampamento na região, conhecida aqui no RS, como campos de cima da serra... O destino foi o município de Cambará do Sul, onde se encontra o Parque Nacional dos Aparados da Serra, divisa do estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Desta vez, sem nenhuma nova aquisição de equipamentos.

A viagem foi tranqüila, após uma volta pela cidade fomos para a Pausada Corucacas, onde também existe uma ampla área para camping. O lugar é muito bonito, possui um grande açude e bastante sobra proporcionada pelas Araucárias. O camping tem uma estrutura razoável, possui pontos de luz bem distribuídos, existem poucas churrasqueiras e o banheiro, apesar de ter água bem quente deixa a desejar pelo fato de ter frestas muito grandes para “ventilação” do ambiente bem em cima dos chuveiros. Isso não se torna muito agradável quando se está em uma das regiões mais frias do país, com temperaturas abaixo de zero no inverno. Ainda bem que era ainda não estávamos com temperaturas muito baixas, mas por se tratar do mês de maio, o clima não estava tão quente também.

Com a viagem e a função de almoço e armar acampamento, perdemos praticamente a sexta, nos restou pouco tempo para conhecer os cânions.

Quanto ao lugar, não tenho nem palavras para expressar tamanha beleza. Este lugar TODOS deveriam conhecer, principalmente os gaúchos, pois nem fotos traduzem a beleza e grandeza daquilo!

Existem vários cânions na região, porém o mais conhecido e com alguma estrutura é o Itaimbezinho. Lá existe um parque fechado pelo IBAMA, onde cobra-se ingresso para entrar no parque, por haver disponibilidade de banheiros, museu, guias e etc. Os demais cânios não possuem nenhuma estrutura.

As condições de acesso para todos os cânios são muito ruins, estrada de chão batido com muitas pedras (algumas bem grandes) soltas e sem receber a mínima manutenção. Porém, ao chegar lá, todo o esforço é recompensado.

Tivemos sorte nos dois primeiros dias, o tempo colaborou bastante com o sol, mas na madrugada de domingo uma chuvinha fininha começou a cair e se estendeu pelo dia todo. Fato te contribuiu para voltarmos mais cedo, já que não poderíamos aproveitar o passeio com a estrada naquelas condições e ainda mais molhada.

E foi assim este acampamento, sem muitas emoções comparado a outros, porém foi em um dos lugares mais bonitos que já conheci até hoje (se não o mais). Fica aí a dica e o convite para conhecerem esta maravilha que a natureza nos proporcionou.

Seguem algumas fotos.

Abraços!












2 de mai de 2011

Catálogo de Campings

Dando um tempo nas minhas histórias...

Venho informar a todos que estou planejando e trabalhando para montar um banco de dados de campings (primeiramente, apenas no RS). Isso ajudará aquelas pessoas que querem acampar e não sabem para onde ir, além de difundir o campismo no Estado.

Infelizmente não disponibilizo de muito tempo para me dedicar a isso, então peço a colaboração vocês para que a coisa acabe saindo mais rapidamente. Para facilitar mande um e-mail para:acampars@gmail.com, com as seguintes informações:

Nome do camping-

Contato (e-mail, site, telefone)-

Localização (cidade, vias de acesso, se possível localizar pelo google maps ou Google earth)-

Descrição (infra-estrutura, sua opinião)-

Fotos-

Lembrando que se for possível preencher todos estes campos, será ótimo; porém se algum deles ficar em branco, não se preocupe, mande assim mesmo.

Conto com a ajuda de todos e em breve, mais novidades!

Abraços.

29 de abr de 2011

Fora da terrinha

Semaninha de férias, verão... Nada melhor que um acampamento no litoral! Como estava com uma semana de folga, pensamos (eu e um amigo), em ir para o litoral Catarinense e após algumas pesquisas e conversas decidimos ir para a paria do Siriú, que fica ao lado de Garopaba – SC.

Não conhecíamos esta praia ainda e a existência camping lá, porém descobrimos um através de pesquisas na internet e decidimos ir.

Antes de irmos pegar a estrada, comprei uma extensão e bico de luz, para não ficarmos no escuro como fiquei no ultimo acampamento. Desta vez a viajem foi tranqüila e sem imprevistos, apesar dos trechos em obras na BR 101.

Achamos com facilidade o camping, pois ele fica na beira da rua de acesso a praia. Ao chegarmos lá encontramos o dono do camping (Marcelo, um cara gente boa), fazendo a manutenção do gramado do camping. Ficamos conversando com ele por alguns minutos, onde ele nos contou que o camping é recente, que ele ainda estava trabalhando na melhoria do mesmo.

Após uma conversa amigável, fomos dar uma volta pelo camping para escolher o melhor lugar para montarmos nosso acampamento, coisa que foi feito tranquilamente, pois só tínhamos nós no camping.

Gostamos bastante do que vimos, pois existem pontos de energia elétrica bem distribuídos pela área e uma boa iluminação. Na época que fomos, existia apenas um banheiro perto da entrada do camping, com algumas duchas geladas do lado de fora; uma área com tanques para lavar roupas e com varal; além de um galpão, nele existe uma cozinha comunitária com duas geladeiras, pia, um fogão, panelas, talheres e tudo necessário para cozinhar. Nele também existem algumas churrasqueiras (cada uma com uma grelha) e mesas. As únicas coisas que poderia ser melhores são a arborização e a proximidade do mar. Existia uma boa quantidade de árvores pelo camping, só que elas ainda estavam pequenas, o que não proporcionava uma boa quantidade de sombra e dificultava a colocação de lona por cima das barracas. Para chegarmos a praia pela estrada é preciso andar cerca de 1,5 km, o que torna cansativo carregando cadeiras, guarda sol, caixa térmica (uma cervejinha na beira da praia sempre é bom) e demais “tralhas”. Existe um atalho, que o Marcelo nos indicou, onde se atravessa uma pequena ponte de madeira e anda-se pelas dunas a beira da lagoa (que desemboca no mar), o que também é um pouco cansativo, pelo fato de andar na areia fofa e para os mais “medrosos” a ponte também se torna uma barreia.

Depois desse giro pelo camping, escolhemos o lugar onde ficaríamos (mais ao fundo do camping) e montamos as barracas.

Ajeitando todas as tralhas, era hora de conhecer a praia, então saímos para conhecer melhor a praia. A praia é muito bonita e ainda bastante preservada e com pouca gente, comparando a vizinha Garopaba. Lá além do mar, pode-se aproveitar a lagoa do Siriú, uma pequena cachoeira e para os mais “radicais” lá existe um campo de dunas altas onde é feita a prática de sadboard (com aluguel de equipamentos).

Neste período que estivemos lá o tempo contribuiu bastante, choveu apenas um dia, onde caiu uma forte pancada, e em meio ela tivemos que sair para desamarrar e amarrar melhor a lona sobre as barracas. Mas assim que terminamos a função da lona a chuva parou e o banho que tomamos não teve muita utilidade depois. Esta foi a única emoção mais forte desta vez. Hehehe

Durante a semana de estadia lá, mais algumas pessoas chegaram ao camping, mas não passaram de 10 pessoas presentes lá. E foi isso, ao término da semana, retornamos para casa, tranquilamente.

Fica aí a indicação desse belo camping. Recentemente recebi um e-mail de divulgação do camping e parece que tiveram melhorias, como mais um galpão com cozinha, mais duchas e pontos de energia.

Segue abaixo algumas fotos que tirei e o folder de divulgação com os contatos do camping.

26 de abr de 2011

Azarados...

Minha terceira aventura tinha como destino o município de Tapes-RS, cidade que faz parte da chamada Costa Doce, que é o complexo de lagoas presentes no Estado (Lagoa dos Patos, Lagoa Mangueira e Lagoa Mirim).
Não sabíamos exatamente aonde iríamos acampar, apenas tínhamos conhecimento que existiam alguns campings na margem da Lagoa dos Patos, mas ninguém conhecia a cidade ainda.
Para este acampamento tive mais uma evolução; ao acompanhar um amigo que foi comprar a sua barraca para ir nesta viagem, acabei comprando um fogareiro portátil (que infelizmente não me recordo da marca), mas que possui aquela parte de metal em cima, onde saí as chamas e coloca-se a panela e em baixo um compartimento plástico onde na parte superior acopla-se o gás e a inferior que encaixa-se com a superior e fica protegendo o refil, deixando ele fechado dentro da caixinha plástica.
A viagem até Tapes foi tranqüila, apesar da estrada de acesso a cidade estar completamente esburacada (RS 717). Ao chegarmos lá fomos analisar os campings e o que encontramos não foi muito motivador.  Faltava estrutura nos campings e a limpeza dos banheiros não estavam em dia, coisa que não agradou as mulheres que estavam presentes. Após uma conversa decidimos então ir para outro lugar, o município de São Lourenço do Sul, que fica mais ao sul da Lagoa, pois lá tínhamos conhecimento da existência de um belo camping.
Ao retornarmos pela estrada de acesso, eis que ocorre o primeiro imprevisto; passamos por um buraco gigante na estrada e o pneu acabou furando. Não restou outra coisa a não ser tirar TUDO do porta malas para colocarmos o estepe.


Mãos sujas, pneu trocado, malas guardadas, era hora de seguir viagem... e por falar nisso, vale ressaltar que até São Lourenço, passamos por 3 pedágios (se não me engano) e todos com um preço muito abusivo, na época estava por volta de 6 reais apenas a ida.
Chegamos ao nosso novo destinos intactos, após aquele “probleminha”, encontramos com facilidade o camping. O Camping Municipal de São Lourenço do Sul é muito bonito, uma grande área bem arborizada e com uma boa estrutura (muitas churrasqueiras, banheiros, iluminação e área de lazer). Tudo isso por um preço muito acessível, R$6,60 a diária por pessoa (valor na época).
Andamos, praticamente por todo o camping até acharmos um bom local para montarmos nossas barracas. Ficamos praticamente na beira da Lagoa, abrigados por uma bela e grande figueira.




Barracas montadas, lona esticada e após tudo isso, a fome começou a bater! Resolvemos então fazer o almoço, uma massa pela praticidade. Aí vem o segundo imprevisto... Colocamos a panela cheia de água para aquecer no fogareiro novo... Passaram-se alguns minutos e percebemos que havia algo de errado com o fogareiro. A panela estava torta e o fogo não estava mais saindo pelos “buraquinhos” de onde deveriam sair, mas sim na junção da parte de metal, que faz a acoplagem no refil, com a parte plástica de proteção. Isso ocorreu, penso eu, devido ao peso da panela com água e ao calor intenso que começou a derreter o plástico. Não havia mais o que fazer, retiramos a panela de cima do fogareiro e o colocamos dentro de uma churrasqueira, o gás saía com cada vez mais força e derretia o equipamento. As chamas atingiram um metro de altura e o fogo ficou vivo até esgotar o gás (como mostra a foto). Ficamos sem fogareiro e com muita fome...


 Como tínhamos comprado muitas coisas para fazermos nossas refeições, tivemos que ir ao centro da cidade e comprar um fogareiro de verdade. Compramos um bem mais resistente e um liquinho (bujão de 5 Kg). Problema resolvido e fome saciada, achamos que o que tinha que dar errado já tinha acontecido.


Chega à noite e com ela percebemos que ficamos em um ponto afastado da iluminação do camping, estávamos apenas com uma lanterna... a primeira noite foi tranqüila, conseguimos nos virar com a lanterna, mas a pilha acabou no inicio da noite seguinte. Estávamos sozinhos no camping, não tinha pra quem pedir pilhas emprestada ou nada do tipo, então utilizamos a iluminação dos faróis do carro mesmo, pois tínhamos que fazer a nossa janta. Problema resolvido? Sim, resolvemos o problema da luz, mas acabamos com um outro problema... a bateria do carro estava fraca após algum tempo de faróis ligados. Como estávamos no escuro e estava tarde, resolvemos deixar para resolver este problema no dia seguinte.
Pela manhã acordamos desanimados, pois era dia de partir e pensávamos que teríamos que empurrar o carro para ver se ele pegaria, mas felizmente não foi preciso, ele deu partida normalmente.
Acampamento desmontado era hora de voltar para casa... Felizmente a volta foi bem tranqüila e sem imprevistos. Após passarmos por tudo isso demos muita risada e lembramos até hoje, sem contar que tivemos mais aprendizados com isso tudo e a primeira coisa que providenciei após esse acampamento foi uma extensão e um bico de luz.

Essa foi minha terceira e mais atrapalhada aventura... Deixo por final, o link onde pode-se obter mais informações e as taxas do camping.
Abraços!

Camping Municipal de São Lourenço do Sul: http://www.saolourencodosul.rs.gov.br/conteudo.php?ID_PAGINA=53